quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Rádio Goitacaz elege nova diretoria



A Rádio Comunitária Goitacaz FM, principal meio de comunicação de Glória do Goitá, elegeu nesse final de ano uma nova mesa diretora para comandar a emissora no período de 2011 a 2014. A nova diretoria será presidida pelo radialista Alexandre Borges, que terá a companhia das comunicadoras Vilma Nascimento e Socorro Vicente, ocupando os cargos de diretoria administrativa e de operações, respectivamente.


A assembléia de eleição aconteceu no último dia 27 de novembro e reuniu 82 associados para eleição. A chapa encabeçada por Borges venceu com 44 votos.


Para concluir a composição da mesa, no último dia 29 de dezembro, foi eleito em assembléia geral, presidida por Borges o novo quadro do conselho fiscal. No ato, os três conselheiros fiscais eleitos foram – Lenildo Rufino, Sivaldo Lima e Natalia Silva. Juntos, eles terão a função de fiscalizar as contas da Associação.


No final da eleição, ainda durante a assembléia, houve um início de tumulto entre o Padre João Ribeiro, pároco da cidade e a comunicadora Socorro Vicente. A alteração aconteceu depois que Vicente discordou de uma afirmação do religioso. Com o tumulto, a reunião precisou ser interrompida.


A Rádio Goitacaz FM existe em Glória do Goitá desde 2003, vai ao ar todos os dias, com uma programação que começa às 5h da manhã e segue até às 22 horas. No seu quadro há mais de trinta comunicadores voluntários.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

É tempo de renovação - Boas Festas!


É com imensa alegria que a ECOS Comunicação deseja aos seus leitores um Ano Novo cheio de alegria, renovação e paz. Que em 2011 continuemos parceiros da leitura e da fonte de informação como uma estratégia para contribuir com um mundo melhor e mais justo. Boas Festas e Feliz 2011.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O PAPEL DA COMUNICAÇÃO SOCIAL NO CAMPO


Por Everaldo Costa Santana

É preciso que jovens possam criar ou mobilizar meios para dá voz às pessoas de seu bairro, de sua cidade, e de seu Estado. Para exercer essa função, não precisa ser jornalista, nem profissional da comunicação social, basta iniciativa, protagonismo e liderança. Os meios existentes são os mais variados. Um programa numa rádio comunitária, um jornal coletivo, um informativo comunitário, um vídeo documentário, enfim, os recursos podem ser utilizados da melhor forma possível. E o melhor, sem muitos custos financeiros.
Nesse contexto, em meio a tantas novas mídias e tecnologias, muitas dessas iniciativas têm contribuído com o desenvolvimento humano e social no Brasil. Esse é o principal desafio da comunicação comunitária, e ele favorece a garantia dos direitos universais e do direito humano a comunicação. Além disso, é importante a criação de um cenário que favoreça a construção de políticas públicas de comunicação. Nessa mobilização é muito importante a articulação de grupos organizados que trabalhem a temática da comunicação, e outros que de alguma forma, contribuem para a democratização dessa temática.
Essa luta já é antiga. A reivindicação de uma comunicação que valorize as pessoas sem distinção de classe social, gênero, opção sexual, raça ou etnia pelos movimentos sociais é histórica. Em decorrência desses movimentos e atos o Governo Federal realizou em dezembro de 2009, em Brasília, a I Conferência Nacional de Comunicação.
Mesmo comemorando a conquista dessa conferência, a discussão ainda é injusta e desigual. Os movimentos sociais dividem espaços com o “grande empresariado da comunicação” e políticos, muitos concessionários. E nesse embate, a discussão é acirrada. As juventudes, principalmente as juventudes do campo, devem tomar posse desses debates e colocar em pauta a situação da comunicação rural que na grande maioria dos municípios do interior do país acontece de forma injusta e tendenciosa. Nesse cenário, os políticos e as igrejas são os grandes favorecidos, pois “dominam” os veículos que dizem comunitários para promoção própria, e o que é público, se torna privado.
Que tal, você jovem contribuir para que a comunicação de sua comunidade se torne democrática, e contribua para vivências mais justas. Chega de tanto monopólio, chega de tanta falta de respeito aos direitos humanos. Nossa comunicação deve ser assumida como direito. Vamos levantar essa bandeira. Lidere, crie, mobilize e faça comunicação. Dialogue com mais pessoas de sua comunidade. Mobilize ou produza produtos comunitários de comunicação. Neles, com certeza as comunidades serão as grandes protagonistas e poderão se ver, e se reconhecer nas informações.